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Concessões e PPPs · Santa Catarina e todo o Brasil

A concessão que o município consegue levar do estudo até o contrato.

A Matriz Concessões é uma assessoria estratégica para o setor público. Estruturamos concessões e parcerias público-privadas com a peça blindada contra impugnação e contra apontamento de Tribunal de Contas, e acompanhamos o contrato depois que ele entra em operação.

probabilidade × impacto

75%

dos contratos de concessão e PPP assinados no Brasil entre 2014 e 2025 têm o município como poder concedente (1.089 de 1.443).

Radar PPP, 2026
79%

dos municípios brasileiros ainda não têm nenhuma experiência com PPP. Metade deles quer estruturar a primeira.

Pesquisa CNM com 2.934 municípios, 2025
308

projetos de PPP de iluminação pública mapeados no país, o setor com mais iniciativas municipais.

Radar PPP, 2026
19,6%

do parque de iluminação pública brasileiro é LED. O resto ainda consome o orçamento todo mês.

Censo da Iluminação Pública, base 2023

Para municípios e órgãos públicos

Do primeiro diagnóstico à gestão do contrato

Concessão não é obra: é um contrato de 20 a 35 anos que precisa sobreviver a três leituras, a do controle, a do licitante e a da próxima gestão. Atuamos em qualquer ponto do ciclo, do estudo inicial ao acompanhamento de um contrato já assinado.

01

Diagnóstico e pré-viabilidade

Antes de gastar com estudo, a pergunta é se o projeto se paga e se o modelo certo é concessão, PPP ou contrato comum.

  • Leitura do ativo e da despesa atual do município
  • Escolha do modelo: PPP, concessão comum ou concessão de uso
  • Capacidade de pagamento e limite da Lei 11.079 (art. 22)
  • Parecer de segue ou não segue, com o motivo por escrito

Leis 11.079/2004 · 8.987/1995 · 14.133/2021

02

Modelagem e estudos (EVTE)

É aqui que o contrato é decidido. A modelagem define quanto o município paga, o que ele recebe e quem assume cada risco.

  • Modelo econômico-financeiro: CAPEX, OPEX, WACC, TIR e VPL
  • Matriz de riscos com alocação justificada risco a risco
  • Mecanismo de pagamento e sistema de mensuração de desempenho
  • Caderno de encargos e estudos de engenharia

Fonte única de números entre planilha, plano e edital

03

PMI, MIP e chamamento público

Quando o estudo vem da iniciativa privada, o município precisa saber avaliar o que recebeu, em vez de apenas aproveitar.

  • Edital de chamamento e regras de ressarcimento
  • Análise crítica dos estudos apresentados
  • Aproveitamento parcial e correção de premissas
  • Cuidado com o desenho que favorece o autor do estudo

Lei 14.133/2021, art. 81 · Lei 11.079/2004, art. 3º

04

Consulta e audiência pública

Etapa obrigatória na PPP e a melhor chance de corrigir o projeto antes que ele vire edital.

  • Organização da consulta, com prazo mínimo de 30 dias
  • Resposta técnica a cada contribuição recebida
  • Registro do que foi acatado e por quê
  • Ata e material da audiência pública

Lei 11.079/2004, art. 10, VI

05

Edital, contrato e Tribunal de Contas

A peça precisa passar pelo Tribunal e resistir à impugnação do licitante que perdeu. Revisamos com as duas leituras na mesa.

  • Minuta de edital e de contrato, com anexos
  • Documentação da IN TCE/SC nº 22/2015, alínea por alínea
  • Red team: o que um concorrente impugnaria
  • Memoriais, esclarecimentos e resposta a diligências

Lei 14.133/2021, arts. 164 e 165 · IN TCE/SC 22/2015

06

Gestão do contrato em operação

Assinado o contrato, começa a parte que dura três décadas, e é onde o município costuma ficar sozinho.

  • Verificador independente e aferição de desempenho
  • Medição, glosas e aplicação do mecanismo de pagamento
  • Pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro
  • Aditivos, prorrogações e fim do contrato

Reequilíbrio com fluxo de caixa marginal e VPL igual a zero

Setores

O que muda, na prática, em cada tipo de concessão

Cada setor tem a sua lei, a sua forma de pagamento e o seu risco principal. O que segue é o essencial de cada um, sem promessa e sem número inventado.

Iluminação pública e cidade inteligente

Troca a conta de manutenção por um parque novo

O município moderniza o parque para LED, ganha telegestão e passa a pagar contraprestação mensal por desempenho, no lugar de manter a rede com equipe e material próprios. O escopo é modular: telegestão, semáforos, videomonitoramento, fibra e sensores podem entrar, desde que a soma seja justificada.

  • Ganho: parque eficiente, chamado atendido por prazo contratual e conta de energia menor
  • Quem paga: contraprestação custeada pela COSIP, sem tarifa cobrada do cidadão
  • Risco principal: agregar módulos sem demonstrar sinergia, o que vira apontamento de restrição à competitividade

Concessão administrativa · Lei 11.079/2004 · COSIP: CF art. 149-A e EC 132/2023

Escolas, creches e equipamentos públicos

Constrói a rede agora e paga ao longo do uso

O parceiro constrói ou reforma as unidades e presta os serviços de apoio, como manutenção predial, limpeza, segurança e utilidades. A atividade pedagógica e a gestão pública continuam com o município.

  • Ganho: antecipa a entrega de várias unidades e tira do município o passivo de manutenção
  • Quem paga: contraprestação mensal por unidade disponível e em conformidade
  • Risco principal: desenho que compromete o orçamento por décadas; o limite da Lei 11.079 e a ficha de impacto orçamentário são inegociáveis

Concessão administrativa · Lei 11.079/2004, arts. 10 e 22

Espaços públicos

Praça, parque, mercado, terminal e cemitério

Aqui não há contraprestação: o parceiro investe, explora o espaço e paga outorga ao município. É concessão de uso de bem público, com lei autorizativa, laudo de avaliação e prazo compatível com a amortização do investimento.

  • Ganho: requalifica o espaço sem gasto do orçamento e ainda gera receita de outorga
  • Quem paga: o parceiro, pela outorga, com receita vinda da exploração
  • Risco principal: objeto e modalidade errados. Concessão com obra não se licita por pregão, e isso já derrubou certame

Concessão de uso · Lei 14.133/2021 · lei municipal autorizativa e laudo de avaliação

Saneamento, resíduos e mobilidade

Onde a lei já marcou a data

Saneamento e resíduos têm meta legal com prazo. O país está em 84,1% de acesso à água e 56,7% de coleta de esgoto, com meta de 99% e 90% até 2033, e 31,9% dos municípios ainda dispõem resíduos em lixão. Mobilidade e estacionamento rotativo seguem a lógica da concessão comum, com receita de tarifa.

  • Ganho: investimento privado com meta contratual e prazo, no ritmo que o orçamento próprio não alcança
  • Quem paga: tarifa ou taxa do usuário, com tarifa social prevista em lei
  • Risco principal: projeção de demanda otimista, que vira pedido de reequilíbrio no segundo ano

Leis 11.445/2007 e 14.026/2020 · Lei 12.305/2010 · Lei 8.987/1995 · Trata Brasil, 2026 · IBGE MUNIC 2023

Os dados citados nesta página vêm de fontes públicas, identificadas ao lado de cada número. Nenhum deles substitui o estudo de viabilidade do projeto concreto.

Como trabalhamos

Cinco etapas, na ordem que evita retrabalho

A espinha vem antes do detalhe: critério de julgamento, mecanismo de pagamento, sistema de desempenho, matriz de riscos e minuta de contrato. Anexo técnico é consequência, nunca ponto de partida.

01

Diagnóstico

Entender o ativo, a despesa atual e o que a gestão quer entregar.

02

Modelagem

Números, riscos e pagamento definidos antes de qualquer minuta.

03

Blindagem

Três cadeiras na mesa: controle, município e licitante.

04

Licitação

Esclarecimento, impugnação e defesa do projeto até a assinatura.

05

Contrato

Medição, desempenho e reequilíbrio ao longo da operação.

O que entregamos por escrito

  • Parecer com achados classificados em certo, provável e palpite
  • Cobertura: o que foi lido, item por item
  • Lacunas: o que falta e qual o impacto
  • O que não foi verificado, dito com todas as letras

O que não fazemos

  • Não emitimos os atos que só a Administração pode emitir
  • Não substituímos a assessoria jurídica do órgão
  • Não atuamos pelos dois lados do mesmo projeto
  • Não citamos artigo de lei sem conferir no texto oficial

Para empresas e investidores

O edital chega pronto. O que dá para mudar, já foi decidido antes

Entre a decisão de fazer a PPP e a publicação do edital passam meses de estudo, consulta pública e análise do Tribunal de Contas. Quem lê esse processo enquanto ele acontece entra na disputa sabendo de onde veio cada cláusula. Para a empresa que pretende disputar um certame, atuamos em quatro frentes, sempre em projetos nos quais não assessoramos o poder concedente.

Avaliação do projeto

Reconstruímos o projeto pelos documentos públicos para responder a uma pergunta só: este contrato é bom para a sua empresa? Onde o dinheiro entra, o que pode corroer a margem ao longo de 25 anos e o que já está travado no desenho. O parecer termina em entrar ou não entrar.

Consulta pública

Contribuições técnicas fundamentadas dentro da janela em que o poder público é obrigado a responder. Um índice de reajuste adequado ao custo real do serviço, definido nesta fase, acompanha o contrato por três décadas.

Órgão de controle

Enquanto o projeto tramita no Tribunal, uma decisão pode adiar o certame em meses ou mudar o modelo de negócio. Acompanhamos o processo e traduzimos cada movimentação em impacto para o seu planejamento.

Leitura do edital

Lemos o edital publicado contra o histórico do projeto: o que mudou desde a consulta pública, onde cabe pedido de esclarecimento e o que é passível de impugnação. Montar preço e proposta é trabalho da sua equipe, não nosso.

Separação de lados: em um mesmo projeto, a Matriz Concessões atende o poder concedente ou o interessado privado, nunca os dois. A trilha é definida por escrito antes do início do trabalho.

Dúvidas frequentes

O que o gestor pergunta na primeira reunião

Qual a diferença entre PPP e concessão comum?

Na concessão comum (Lei 8.987/1995), o parceiro se remunera pela tarifa paga pelo usuário e o município não desembolsa. Na PPP (Lei 11.079/2004), existe contraprestação pública: na concessão patrocinada ela soma à tarifa, e na administrativa o próprio poder público é o usuário do serviço e paga a conta. Há ainda a concessão de uso de bem público, em que o privado paga outorga ao município.

Quanto o município precisa gastar para estruturar?

Depende do porte e do setor, e o custo se concentra nos estudos de viabilidade, de engenharia e jurídicos. Há três caminhos: orçamento próprio, apoio de instituições como o BNDES, que atende diretamente capitais e municípios com mais de 300 mil habitantes, e estudos apresentados pela iniciativa privada via PMI ou MIP, com ressarcimento pago pelo vencedor da licitação. Avaliamos qual caminho cabe no seu caso antes de qualquer contratação.

Quanto tempo leva até o contrato assinado?

Um projeto municipal costuma levar de 12 a 24 meses entre o diagnóstico e a assinatura, somando estudos, consulta pública, análise do Tribunal de Contas e a licitação. Prazos menores existem quando já há estudo pronto para aproveitar; prazos maiores aparecem quando o projeto volta do controle para ajuste.

E se a gestão mudar no meio do caminho?

O contrato de concessão atravessa mandatos, e é por isso que ele precisa estar bem documentado: cada decisão registrada, cada número com fonte única e cada risco alocado com justificativa. Um projeto que só se sustenta na vontade de uma gestão não sobrevive à primeira troca de secretário.

Vocês assumem a operação ou indicam empresa?

Não. A Matriz Concessões é assessoria: não opera serviço concedido, não participa da licitação que ajudou a estruturar e não indica licitante. Essa separação é o que permite defender o projeto diante do Tribunal de Contas.

Próximo passo

Uma conversa de 30 minutos para dizer se o projeto se sustenta

Traga o ativo, a despesa atual e o que a gestão quer entregar. Na primeira conversa você sai com uma leitura franca sobre o modelo mais adequado e sobre o que precisa existir antes de começar.

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